Entre Ciência e Espírito - Blog Ednay Melo

Entre Ciência e Espírito

Publicado em quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

O Universo é uma Projeção

Em tempos de redes sociais as informações se misturam em todas as áreas, de forma superficial, frágil e duvidosa. Alguns temas são interessantes e merecem pesquisa mais aprofundada sobre. Foi assim que resolvi elaborar este post para o Blog e, como sempre, não tenho como me furtar do tema espiritualidade. No meu olhar de mundo, tudo no universo está intrinsecamente ligado às questões espirituais. 

O post o qual me refiro das redes sociais,  explica que alguns físicos estudam fenômenos dos buracos negros e perceberam que a quantidade de informação ali contida depende da superfície e não do volume, o que levou à chamada hipótese holográfica, a ideia de que nosso universo tridimensional pode ser uma projeção de informações gravadas em uma dimensão menor. Significa que a sua estrutura pode ser diferente daquilo que percebemos.

Vamos refletir sobre a conexão entre a ciência  e a visao espiritualista: 

Durante séculos, espiritualistas afirmam que o mundo material é apenas um reflexo do mundo espiritual, como a imagem de um espelho que revela apenas a forma externa daquilo que é verdadeiro.

Curiosamente, a ciência começa a investigar hipóteses que, apesar de não falarem de espiritualidade, apontam para uma mesma direção filosófica: a realidade física pode não ser a camada mais profunda da existência.

Recentes debates científicos, especialmente ligados ao estudo dos buracos negros, reacenderam uma teoria chamada Hipótese Holográfica, que tem provocado reflexões profundas sobre a natureza do universo. Mas o que isso significa? E o que tem a ver com a visão espiritualista? Vamos entender.

Vamos entender a hipótese holográfica, ou seja, o Universo como Projeção:

Alguns físicos notaram um comportamento curioso nos buracos negros: a quantidade de informação que eles podem armazenar não depende do seu volume, mas da sua superfície. Em outras palavras: É como se tudo o que está dentro estivesse “escrito” na borda.

A partir disso, surgiu a ideia de que talvez todo o universo funcione de maneira semelhante:
a realidade tridimensional que percebemos — com altura, largura e profundidade — poderia ser uma projeção de informações gravadas numa superfície bidimensional muito mais fundamental.

Isso não significa que o mundo é falso ou que estamos vivendo uma ilusão no sentido popular. A ciência não diz que a realidade é uma ilusão, mas sim que a base da realidade pode ser diferente da forma como a percebemos.

Agora faremos um paralelo com a visão  espiritualista:

Para o olhar espiritual, essa hipótese soa familiar. As tradições espiritualistas sempre afirmaram:

Tudo o que existe na matéria existe antes no plano espiritual. A matéria é consequência, não causa.

É como se o mundo espiritual fosse o rosto real, e o mundo material fosse seu reflexo no espelho. O reflexo é verdadeiro? Sim. Mas ele não é a causa, apenas a manifestação.

A ciência, cada vez mais, se aproxima dessa mesma ideia ao investigar que a realidade visível pode vir de uma camada invisível e sutil.

Para o espiritualismo, a matéria é a expressão  do espírito, daí entendemos que:

O plano espiritual é a origem da criação. A matéria é uma dimensão mais densa, moldada por vibrações espirituais. Toda forma, pensamento e acontecimento nasce primeiro no campo sutil, energético, para só então se concretizar no físico.

Nesse sentido, quando a física moderna sugere que o universo material pode ser uma projeção de informações de outro nível, ela se aproxima daquilo que a espiritualidade já ensina há milênios:

A matéria não é a realidade plena, é apenas a parte visível de uma realidade muito maior.

O fato é que ciência e espiritualidade percorrem caminhos diferentes e chegam a conclusões semelhantes.

A ciência não fala de espíritos, guias ou dimensões espirituais. A espiritualidade não fala de equações matemáticas, campos quânticos ou entropia. Mas ambas, por caminhos diferentes, começam a sugerir a mesma essência:

Existe uma camada mais profunda, invisível, fundamental, da qual o mundo físico emerge. A realidade é muito mais ampla do que podemos perceber com os sentidos.

Para o espiritualista, essa camada profunda é o mundo espiritual, a dimensão das energias, vibrações e consciências. Para o físico teórico, ela pode ser uma estrutura matemática, energias quânticas ou informações codificadas no tecido do espaço.

O nome muda.
A abordagem muda.
Mas a ideia central se encontra.
 
Em Busca da Verdade, a união entre ciência e espiritualidade acontece de forma natural. Quando duas áreas tão diferentes começam a tocar o mesmo ponto, a existência de algo além do físico, é sinal de que estamos avançando na compreensão da realidade.

Talvez, um dia, ciência e espiritualidade caminhem lado a lado, cada uma iluminando uma parte diferente do mesmo mistério.

Até lá, seguimos estudando, observando e refletindo: se a matéria é reflexo, qual é a fonte que projeta a luz da existência?

Ednay Melo 

Locais onde o leitor pode encontrar explicações sobre esses temas:
1. DBHC – Dutch Black Hole Consortium
2. Scientific American
3. Allan Kardec (Espiritismo)
4. Caibalion (Hermetismo)
5. Helena Blavatsky e a Teosofia




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